domingo, 14 de fevereiro de 2016

Amigo dos amigos


Quando a esposa da Adriana Calcanhotto morreu ela publicou uma nota lamentando e ressaltando seu amor pela companheira de mais de duas décadas. Uma das qualidades ressaltadas era "amiga dos amigos". Fiquei particularmente impressionado pela ressalva de Calcanhotto em um momento tão dolorido porque é muito difícil, quando alguém morre, outrem dizer que o falecido era "amigo dos amigos" do companheiro.

Uma das qualidades mais louváveis para alguém com quem pretendemos passar muito tempo ou a vida toda é a de ser "amigo dos amigos". Quem tem muitas amigas sabe a dificuldade em fazer as diversas comunidades compreenderem a amizade real com o sexo oposto. E ainda mais complicado é fazer o companheiro/namorado delas de que o que só há é realmente amizade, que compreende carinho e segredos, também.

Para os amigos a opção é deixá-la viver o romance, efêmero ou para a vida toda, ou ir levando como dá. A recíproca não é verdadeira.

O companheiro(a)/namorado(a) precisa ser, antes de qualquer outra qualidade - talvez só abaixo do amor pela pessoa em comum, "amigo(a) dos amigos". É essa característica da alma gêmea que pode tornar o amor forte ou um relacionamento problemático. Os amigos, aqueles que sobrevivem ao tempo e às intempéries, que formam a familiar escolhida da pessoa em comum e, em geral, família é para sempre.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Antes do "Até que a morte os separe"


Tenho uma amiga que já mudou de Estado e de cidades em um tempo tão curto que as mudanças só podem ser descritas como drásticas, nem tanto pela velocidade mas pela distância entre elas. E como muda de cidade ela também muda de namorado - e em algumas vezes os ex e o atua têm nomes bem parecidos. Nunca achei estranho a mudança de namorado que ela promove. Para ela e para todos a regra de que "namoro pode acabar a qualquer momento" pode ser empregada sem medo e sem constrangimento.

Namoro não é casamento!

Tenho outra amiga que é o oposto da descrita no parágrafo acima. Essa outra não muda de namorado até que o dito cujo morra, declare-se assumidamente gay ou travesti ou ele mesmo termine o "romance". Para mim, um mero observador das duas e de tantos outros casais, a pessoa que muda de amante sempre que o "romance" não deu certo tem mais chances de ser feliz e escolher um bom marido (ou uma boa esposa) que o indivíduo preso ao medo de mudar.

Há pequenos sofrimentos que nos acostumamos e achamos normais. E em nosso ledo engano tentamos mudar a pessoa "amada" para que ela se torne uma pessoa melhor.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Qual Meu Proposito????


Por muitos anos (e ainda hoje) eu estava paralisada com o medo de fazer a escolha errada sobre o que fazer com a minha vida. Devo ir para a faculdade de Engenharia ou fazer Administração Pública mesmo, seguir carreira técnica, que pós-graduação fazer, que eu deveria me casar, deve me mudar para lá, deve dizer sim ou não ... Como você descobrir a resposta certa?
Eu não tenho certeza que existem muitas "respostas certas", exceto a confiança, a amar, ter fé e esperança. Mas...Uma coisa sei. Não deixe o medo paralisar você, afinal de contas, "Nós podemos ter toda certeza de que cada detalhe em nossa vida de amor a Deus é trabalhado em algo bom." Romanos 8:28.
E esse é o seu plano. Para restaurar, resgatar, superar, curar, trazer esperança, amor, colocar de volta juntos, construir, abrir os olhos, abrir os ouvidos, despertar os corações e os espíritos ao Seu amor e extensão de energia. Para trazer o bem do caos.
AME quem você é, amar a Deus e amar os outros com a sua vida ... Ele vai trabalhar os detalhes com você, como você vai. Passo a passo, dia a dia, momento a momento.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Não é Romance



Romance é o substantivo errado para denominar essas relações juvenis entre pessoas que estão em formação. Do mesmo modo que é errado acreditar nas infinitudes de uma vida a dois quando a vida sozinho já é pesada demais para ser dita.

E aí temos essa história de amor, a descoberta dos limites do próprio corpo, revelações do sexo, depravações sociais agradáveis, transgressões morais que ocorrem entre dois pares de mãos.

Nessa época nada pode ser levado a sério; quase todas as palavras, sempre poderosas, independente da idade, são princípios de uma personalidade que se forma ao longo de lágrimas, repreensões, queixas.

Então não venham dizer, a mim, a Deus ou ao Diabo, que não interessa a ninguém como o relacionamento dos dois jovens transeuntes não interessa; ou que o drama de uma sobrancelha mal feita de uma jovem não é importante. Se isso não for, o que mais será?
Que romance é a palavra errada, não tenho dúvidas.

Porém, quem há de quebrar os paradigmas estabelecidos desde Romeo e Julieta e dirá, aos amantes da era virtual, que a morte agora é muito mais sentida e vivenciada a cada clique ou descurtida, em guerras virtuais intermináveis?

Hoje as fotos não desaparecem – existe sempre um backup. Da mesma forma que as lembranças.